Você está num quarto escuro, onde você passa pelas quatro paredes, tateando de cima a baixo, não encontra porta, muito menos janelas. Possui um relógio em seu pulso, o relógio que calcula o tempo que se escoa do lado de fora, tic-tac.
Na ausência da claridade, você não encontra nada, então se apega a seu tumulto de pensamentos, não à desordem externa, não aos ponteiros do relógio, tic-tac.
Você repara na sua respiração, passa a respirar. Não apenas inspirar e expirar de modo apressado, "pre-ocupado". E o tempo que se esvai já não importa mais, é tudo um sonho.
Por Carolina Arruda.
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